23 junho 2017

DEPUTADA CRISTINA SILVESTRI PALESTRA PARA CENTENAS DE VEREADORES EM CURITIBA

A Deputada Cristina Silvestri, participou nesta quinta-feira, (22), na capital paranaense, do Primeiro Congresso Interestadual de União e Fortalecimento da Vereança.

Cristina Silvestri palestrou sobre  os desafios da mulher na 
política brasileira e a importância das Câmaras Municipais ao longo da história.

Veja abaixo, a íntegra da palestra da deputada Cristina Silvestri.

A deputada estadual Cristina Silvestri (PPS) deu palestra para centenas de vereadores na abertura do 1º Congresso Interestadual de União e Fortalecimento da Vereança, nesta quarta-feira (21), em Curitiba, falando sobre os desafios da mulher na política brasileira e a importância das Câmaras Municipais ao longo da História Brasileira, do Período Imperial até os dias de hoje. 

O evento se encerra nesta sexta-feira, promovido pela União de Câmaras, Vereadores e Gestores Públicos do Paraná (Uvepar), que congrega cerca de 3.800 legisladores municipais. 

Cristina Silvestri começou sua exposição destacando o papel das Câmaras Municipais no contexto nacional, afirmando que há uma inversão de valores no atual modelo, pois os vereadores estão na base da pirâmide política, no contato direto com a população, mas têm poderes limitados pela própria Constituição da República. 

"As decisões são tomadas no topo de uma estrutura política reconhecidamente falida, desestruturada, e descarrega o peso dos problemas nas costas de quem está vivendo o dia a dia da população", observou ela, referindo-se fato de que os vereadores convivem diretamente com os problemas da sociedade. 

Classificando o vereador como um "resolvedor de problemas", pois é o primeiro a ser procurado por alguém necessitado, a deputada explicou que isto é uma herança política do Brasil Império. 

Ela demonstrou que as Câmaras Municipais foram criadas pela Coroa Portuguesa em 1532, antecedendo outras instâncias, como prefeituras e assembleias de deputados, cabendo ao vereador ou "bom homem", como era chamado, cuidar de todos os assuntos locais, inclusive polícia e judiciário. 

"O Brasil convive com códigos de posturas desde aquela época, sistema que nasceu na Espanha no Século XIV com a instituição das Ordenações Filipinas, foi adotado em Portugal por Dom João IV e trazido para cá por Dom João VI", afirmou Cristina Silvestri, para complementar: "Há cinco séculos, portanto, vimos procurando aperfeiçoar as relações sociais, em toda a amplitude e complexidade humana, no que tange à harmonia de uma cidade, com seus problemas e busca de soluções contínuas. 

Nesta aldeia global de corações e mentes vibrantes, existe um ser humano sobre o qual está imputada uma carga de responsabilidades e expectativas, chamado vereador."

A parlamentar disse que conhece essa realidade de perto – do trabalho que realiza na Assembleia Legislativa em parceria com os vereadores, recebendo diariamente inúmeras comitivas de lideranças municipais e acompanhando-as em audiências no Governo Estadual; e também pelas visitas que faz todo fim de semana aos municípios, recebendo reivindicações ou fazendo entrega de obras conquistadas.

Brasil vive o seu momento mais delicado
Cristina Silvestri disse que o Brasil está num compasso de espera, "certamente o momento mais delicado da História da República", e defendeu a necessidade de uma reforma política para aperfeiçoamento da Constituição de 1998. "É hora de continuar seguindo em busca de soluções com o equilíbrio indispensável para uma Nação Continental como a nossa. Continuar 

aperfeiçoando nossa Democracia, nosso Estado de Direito", pregou.
"Os desafios da mulher na política brasileira" foi outro tema abordado por Cristina Silvestri em sua explanação no Encontro da Uvepar. Falando para as 476 vereadoras eleitas em 2016, a deputada estadual ressaltou que a participação feminina ainda é pequena em todas as esferas de poder legislativo, entre 10% a 13%, caso da Assembleia Legislativa do Paraná, onde há apenas 4 deputadas e 50 deputados.

Reforçando o tema da reforma política, Cristina Silvestri defendeu que as mulheres precisam ter uma inserção maior na política, não apenas para cumprir a cota mínima de 30% das campanhas eleitorais, que é uma exigência legal, mas participando das eleições para ganhar e para ter mais poder nos processos de decisão do País.

Só assim, segundo ela, é possível elevar a representação feminina das brasileiras, que hoje ocupa um dos últimos lugares. 
"Isto não é uma concessão. É uma conquista!", advertiu ela. 

Participação da mulher "para valer"   
Lembrando que a deputada Cristina Silvestri, participa de quatro Comissões Permanentes da Assembleia Legislativa do Paraná, atuando com responsabilidade e dedicação.

Como a Comissão de Orçamento (cuida de todos os assuntos econômicos do Estado), Cristina Silvestri disse que o mandato de deputada é uma grande ferramenta de representação dos anseios da população. 

"Somos voz ativa nas Comissões Permanentes, mantemos uma rotina de trabalho nas sessões em plenário, nas audiências nos gabinetes, nas secretarias de governo, falamos com o prefeito, com o governador, apresentamos projetos, requerimentos, acompanhamos comitivas levando reivindicações, e atendemos a população dentro e fora das Casas Legislativas", pontuou.

Foi ouvindo mulheres em situação de risco no Paraná, vítimas da violência, que Cristina Silvestri elaborou o projeto Botão do Pânico, agora lei. 

O Botão do Pânico (um dispositivo eletrônico pelo qual a mulher chama a polícia em casos de ameaça de agressão) passou a integrar agora a rede de proteção às mulheres vítima da violência no Paraná, que desde 2012 registrou uma queda de 30% no índice de homicídios contra mulheres, segundo estudos apontados pelo Atlas da Violência 2017. 

Cristina Silvestri também mencionou a Lei Anti Fracking, que tem sua co-autoria e proíbe a exploração do gás de xisto através de fratura de rochas no subsolo e está se estendendo para todo o Brasil por iniciativa do Ministério Público Federal.

Segundo a deputada, a participação da mulher não é para dividir tarefas ou espaços, e sim "unir as partes que estavam separadas" por uma anomalia do sistema social e política. 

"É esta união, de homens e mulheres, de vereadores e vereadores, que faz potencializar ainda mais nossas ações", enfatizou Cristina Silvestri, dizendo a estabilidade do Brasil passa, indispensavelmente, pela vontade de todos promoverem o bem-estar social e a vida harmoniosa em comunidade.  

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