07 agosto 2017

HACKERS CONSEGUEM INVADIR QUALQUER MODELO DE URNA ELETRÔNICA

segunda-feira, 7 de agosto de 2017 – 11:47 hs

A Defcon, maior conferência hacker do mundo, realizada há alguns dias nos Estados Unidos, não traz notícias animadoras para o Brasil.

Mais de 30 máquinas foram testadas, de várias marcas e modelos, incluindo o Winvote, Diebold (que fabrica as urnas brasileiras).

Algumas foram hackeadas sem precisar de contato físico, utilizando apenas uma conexão wi-fi insegura. 
Outras foram reconfiguradas por meio de portas USB. O fato é que todos os aparelhos testados mostraram fragilidade.
Algumas coisas podem evitar ou dificultar que urnas sejam burladas. 
A Folha de S. Paulo elencou algumas: permitir que as urnas brasileiras possam ser amplamente testadas pela comunidade científica do país, em busca de vulnerabilidades. 
Quanto mais gente testar e apontar falhas em uma máquina, mais segura ela será. 
Outra medida é fornecer mais informações públicas sobre as urnas. No site do TSE, o único documento sobre segurança é um gráfico que não serve para qualquer tipo de análise.
Nenhuma dessas soluções está em prática hoje no Brasil. 
Com isso, ou acreditamos que as urnas brasileiras são máquinas singulares, muito superiores àquelas utilizadas em outros lugares do planeta, ou constatamos que elas são computadores como quaisquer outros, que se beneficiariam e muito de processos de transparência e auditabilidade.

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